12.3.05

Rodoviária:a compensação

Finalmente a imprensa procurou saber o motivo do atraso na finalização da nova Rodoviária (aquela).
Pois é. O Jornal de Jundiaí de ontem informou que a obra estará pronta somente em fevereiro, "se não houver imprevisto", segundo declaração de um diretor da empresa Saúvas , responsável pela construção.
Segundo o representante da empresa, o atraso está ligado à necessidade de realização de reforço das estruturas metálicas da cobertura.
O reforço, segundo a construtora, está se mostrando necessário por causa de uma reavaliação da velocidade dos ventos.
Após informar que "o projeto inicial foi calculado baseado em "velocidade de norma" de 40 metros/segundo, o que equivale a um vento máximo de 145 km/h", justificou a necessidade de reavaliação com a seguinte pérola:"Mas ocorreram aqueles incidentes, como tsunamis e o próprio furacão em Santa Catarina, e pensamos que a nossa estrutura é atípica."
Nada como deixar esse povo falar. Tsunami, furacão... Que mais essa gente vai querer empurrar goela abaixo da opinião pública?
Tsunami.... Dá para imaginar uma onda de 800 metros de altura chegando a Jundiaí? O Ary não perderia a chance de usar o traje que adotou na campanha política após ter caído na piscina da casa de um correligionário. Aliás, ansioso como é, dizem que já está até usando .
O melhor veio em seguida. Segundo o Jornal, "quanto às novidades da futura rodoviária, Sacramone (secretário dos Transportes) destaca a qualidade dos sanitários e um espaço maior para acomodar a população".
Isso quer dizer: a rodoviária pode ter problemas de estrutura, está com as obras atrasadas, não terá alça que a ligue diretamente à Anhangüera no sentido Jundiaí- São Paulo, mas, em contrapartida, os viajantes - isso já se garante - poderão, enquanto esperam por um tsunami, fazer um cocozinho dos deuses.