Limpa, "ma non troppo"
Chega a ser escandalosa a mesquinhez com que a administração trata de demandas que dizem respeito ao bem-estar do jundiaiense.
Não, não, o assunto aqui não é a desapropriação do Hospital da UNIMED, episódio em que a cooperativa vem dando um verdadeiro baile no atual alcaide e assessores, além de, bem didaticamente, mostrar a essa turma que se diz de oposição como é que as pessoas sérias podem mostrar, sem perder os padrões de civilidade, inconformismo com decisões discutíveis ou temerárias do poder público.
O assunto do post é a propalada operação limpeza do centro histórico da cidade.
Impressiona, de cara, a sem-cerimônia com que a administração procura igualar sua iniciativa à revolução visual feita pelo prefeito de São Paulo, agora seguido pelo de Curitiba.
A operação limpeza daqui nem de longe se assemelha ao que se fez em São Paulo. Trata-se de um simulacro do projeto concretizado na Capital, um esboço de uma cópia e - ainda - mal feito.
Tenham dó! A cidade já está cansada do faz-de-conta. Faz-de-conta que tem rodoviária, faz-de-conta que tem sistema de transportes racional, faz-de-conta que tem uma política de preservação de patrimônio cultural e por aí vai...
E agora a prefeitura procura angariar a simpatia da opinião pública com a determinação de retirada de cartazes do que ela própria chama de “centro histórico”, tentando tirar uma casquinha do sucesso obtido pelo prefeito Kassab em São Paulo.
Bem, se houvesse um mínimo de preocupação com o centro, a prefeitura, há muito, deveria ter tomado providências no sentido de que novas construções e reformas de vulto obedecessem a recuos, providência básica para evitar sua transformação em um imenso cortição.
Mas, voltando ao assunto do post, a poluição visual não é problema só do centro.
A agressão visual na cidade inteira se acentua a olhos (e não poderia ser de outro maneira, concede-se) vistos, não se salvando nem a um dia formosa Nove de Julho, hoje transformada, quando muito e como alguém observou, num simples roteiro do colesterol ruim, marcado por um sem número de semáforos, cruzamentos (implantados a torto e a direito), congestionamentos, rachas e bebedeiras de finais de semana, com, e é esse o ponto que aqui interessa, out-doors em tamanho e número que, antes que servirem à finalidade para que foram concebidos, constituem - isso sim - um verdadeiro desafio a regras de civilidade e de cortesia urbanística.
Assim, por que não estender a limpeza visual a toda a cidade?
São Paulo, que tem um prefeito administrador, fez isso. Em um ano, a cidade é outra. Hoje é possível encontrar mais cartazes na fachada de uma só loja em Jundiaí que em toda a Marginal do Tietê.
Se São Paulo, com aquele tamanho todo, não enfrentou maiores dificuldades, o que é que impede o prefeito de Jundiaí de fazer exatamente a mesma coisa, já que a medida – tão simples e de tão grandes e boas conseqüências - não demanda recursos públicos, nem licitação, nem (epa!) dispensa de?
Ah! Sim. A chamada oposição não está interessada no caso, tanto que nenhum de seus representantes interpelou a administração no sentido de que ela explicasse a opção pela mesquinhez. Trata-se de um desinteresse intrigante, pelo asssunto e pela cidade.
Não, não, o assunto aqui não é a desapropriação do Hospital da UNIMED, episódio em que a cooperativa vem dando um verdadeiro baile no atual alcaide e assessores, além de, bem didaticamente, mostrar a essa turma que se diz de oposição como é que as pessoas sérias podem mostrar, sem perder os padrões de civilidade, inconformismo com decisões discutíveis ou temerárias do poder público.
O assunto do post é a propalada operação limpeza do centro histórico da cidade.
Impressiona, de cara, a sem-cerimônia com que a administração procura igualar sua iniciativa à revolução visual feita pelo prefeito de São Paulo, agora seguido pelo de Curitiba.
A operação limpeza daqui nem de longe se assemelha ao que se fez em São Paulo. Trata-se de um simulacro do projeto concretizado na Capital, um esboço de uma cópia e - ainda - mal feito.
Tenham dó! A cidade já está cansada do faz-de-conta. Faz-de-conta que tem rodoviária, faz-de-conta que tem sistema de transportes racional, faz-de-conta que tem uma política de preservação de patrimônio cultural e por aí vai...
E agora a prefeitura procura angariar a simpatia da opinião pública com a determinação de retirada de cartazes do que ela própria chama de “centro histórico”, tentando tirar uma casquinha do sucesso obtido pelo prefeito Kassab em São Paulo.
Bem, se houvesse um mínimo de preocupação com o centro, a prefeitura, há muito, deveria ter tomado providências no sentido de que novas construções e reformas de vulto obedecessem a recuos, providência básica para evitar sua transformação em um imenso cortição.
Mas, voltando ao assunto do post, a poluição visual não é problema só do centro.
A agressão visual na cidade inteira se acentua a olhos (e não poderia ser de outro maneira, concede-se) vistos, não se salvando nem a um dia formosa Nove de Julho, hoje transformada, quando muito e como alguém observou, num simples roteiro do colesterol ruim, marcado por um sem número de semáforos, cruzamentos (implantados a torto e a direito), congestionamentos, rachas e bebedeiras de finais de semana, com, e é esse o ponto que aqui interessa, out-doors em tamanho e número que, antes que servirem à finalidade para que foram concebidos, constituem - isso sim - um verdadeiro desafio a regras de civilidade e de cortesia urbanística.
Assim, por que não estender a limpeza visual a toda a cidade?
São Paulo, que tem um prefeito administrador, fez isso. Em um ano, a cidade é outra. Hoje é possível encontrar mais cartazes na fachada de uma só loja em Jundiaí que em toda a Marginal do Tietê.
Se São Paulo, com aquele tamanho todo, não enfrentou maiores dificuldades, o que é que impede o prefeito de Jundiaí de fazer exatamente a mesma coisa, já que a medida – tão simples e de tão grandes e boas conseqüências - não demanda recursos públicos, nem licitação, nem (epa!) dispensa de?
Ah! Sim. A chamada oposição não está interessada no caso, tanto que nenhum de seus representantes interpelou a administração no sentido de que ela explicasse a opção pela mesquinhez. Trata-se de um desinteresse intrigante, pelo asssunto e pela cidade.