20.2.08

Sucessão Municipal
Ultrapassada a fase em que um não podia olhar para o outro sem fazer cara de nojo, Miguel Haddad e Ary Fossen estão tendo contatos pessoais.
Isto significa que a novela da candidatura do PSDB chegou, a grande custo, a um desfecho, e que a negociação entre ambos está sendo somente finalizada.
Obstáculos, que representavam um real risco de cristianização e que impediam ao ex-prefeito ter confiança em se jogar numa campanha, estão sendo removidos.
A confiança entre os membros da situação, abalada com a (agora abandonada) pretensão de Fossen de ser candidato, aos poucos, vai-se restaurando.
Tem-se como certo que o anúncio não será feito em cima dos resultados da pesquisa encomendada pelo partido, resultados que sequer serão objeto de publicação.
Aparecerão os dois (ou três, porque o Benassi não perde uma) em público para anunciar um acordo, que, naturalmente, prevê a candidatura de Miguel Haddad.
Que cansaço!



Já o PT, a rigor, não tem um nome que possa concorrer seriamente ao cargo de prefeito.
Alguém vai para o sacrifício.
Saudoso do poder (qualquer poder, um tiquinho que seja), Durval Orlato deverá ser candidato a vereador. A ele de nada adianta ser candidato a prefeito visando a se cacifar para uma futura candidatura a uma cadeira na Assembléia ou na Câmara Federal ou mesmo a um carguinho no governo federal (que ele espera desde o início do ano passado).
Sua performance como deputado federal foi bem apreciada pelo eleitorado, que, sabiamente, mandou às favas sua tentativa de reeleição. Nova tentativa de ir para a Câmara Federal não passa - e ele sabe disso - de um delírio ou de sonho natimorto.
Já um bom carguinho, nem pensar: o voto pela cassação de José Dirceu lhe custa caro até hoje.
A vereança é o máximo que lhe cabe, único fio de esperança na luta para permanecer na vida pública.
Assim, o PT deve apresentar como candidato a prefeito o sindicalista Gérson Sartori, disciplinado o suficiente para lutar por que o partido em Jundiaí não dê grande vexame, e, depois, pleitear, com perspectiva de êxito, um grande cargo na administração federal.