Faltou critério
A ONG Voto Consciente, como é sabido, resolveu elaborar um ranking sobre a atuação dos vereadores jundiaienses.
Apresentada na sexta-feira, a lista da ONG dá conta de que apenas cinco vereadores obtiveram nota superior a cinco. Os demais foram reprovados.
Evidentemente não se pode concordar com uma lista elaborada sob os critérios anunciados pela ONG (segundo seus representantes, consistentes em dados objetivos, um deles o número de projetos apresentados), de eficácia ainda mais amesquinhada pelo estreitamento do período de mandato analisado.
O fato é que o Oscar (escapou) do Legislativo jundiaiense deveria, necessariamente, partir do exame da conduta do parlamentar por meio da avaliação do conjunto da obra, critério muito mais razoável e, ainda assim, desde que considerado o mandato desde seu início.
E, tivesse a ONG esse cuidado, os três petistas que obtiveram “nota azul”, Marilena Perdiz Negro, Gerson Sartori, e Carlos Kubitza, já estariam, de cara, no descenso.
As vozes na esquina lembram aqui que os três, no primeiro momento de seus respectivos mandados, deram um tapa na cara dos próprios eleitores de seu partido, assegurando à vereadora Ana Tonelli a unanimidade na votação para a presidência da Câmara.
A justificativa para tal conduta procuraram dar numa mal redigida nota, de que, à época, se ocuparam as vozes na esquina (aqui).
A partir daí, já se sabia o que se poderia esperar dos atuais parlamentes.Do PT e dos demais partidos. E, isto é inegável, as piores expectativas nunca se frustraram.
O episódio ( há muitos outros - politicamente condenáveis e de todos os parlamentares - ressalve-se) é lembrado só como um exemplo, para que não se perca de vista que nenhum dos atuais vereadores tem trabalho que se possa dar como sequer razoável para obter aprovação em ranking elaborado por critério defensável.
A ONG, ao descurar do conjunto da obra de cada parlamentar, realmente não andou bem no episódio.
E o pior é que nem ranqueou o Jorge Haddad. Isto não se faz.
Retificação (16:00 h do dia 3/03/2007)
Foram sete - e não cinco - os vereadores que obtiveram nota superior a cinco. Malgrado a necessidade desta retificação, é evidente que pior que o erro do blog foi a pesquisa da ONG: quem pode botar fé numa pesquisa que absolve a atuação de nada menos que sete dos atuais parlamentares? Se a aprovação de cinco já era de uma falta de realismo surpreendente até para os mais insensíveis politicamente, que dizer de sete, não? De resto, ratifica-se o post, inclusive quanto à indignação causada pela injustiça perpetrada pela ONG ao subtrair do ranking o nome de Jorge Haddad.
Apresentada na sexta-feira, a lista da ONG dá conta de que apenas cinco vereadores obtiveram nota superior a cinco. Os demais foram reprovados.
Evidentemente não se pode concordar com uma lista elaborada sob os critérios anunciados pela ONG (segundo seus representantes, consistentes em dados objetivos, um deles o número de projetos apresentados), de eficácia ainda mais amesquinhada pelo estreitamento do período de mandato analisado.
O fato é que o Oscar (escapou) do Legislativo jundiaiense deveria, necessariamente, partir do exame da conduta do parlamentar por meio da avaliação do conjunto da obra, critério muito mais razoável e, ainda assim, desde que considerado o mandato desde seu início.
E, tivesse a ONG esse cuidado, os três petistas que obtiveram “nota azul”, Marilena Perdiz Negro, Gerson Sartori, e Carlos Kubitza, já estariam, de cara, no descenso.
As vozes na esquina lembram aqui que os três, no primeiro momento de seus respectivos mandados, deram um tapa na cara dos próprios eleitores de seu partido, assegurando à vereadora Ana Tonelli a unanimidade na votação para a presidência da Câmara.
A justificativa para tal conduta procuraram dar numa mal redigida nota, de que, à época, se ocuparam as vozes na esquina (aqui).
A partir daí, já se sabia o que se poderia esperar dos atuais parlamentes.Do PT e dos demais partidos. E, isto é inegável, as piores expectativas nunca se frustraram.
O episódio ( há muitos outros - politicamente condenáveis e de todos os parlamentares - ressalve-se) é lembrado só como um exemplo, para que não se perca de vista que nenhum dos atuais vereadores tem trabalho que se possa dar como sequer razoável para obter aprovação em ranking elaborado por critério defensável.
A ONG, ao descurar do conjunto da obra de cada parlamentar, realmente não andou bem no episódio.
E o pior é que nem ranqueou o Jorge Haddad. Isto não se faz.
Retificação (16:00 h do dia 3/03/2007)
Foram sete - e não cinco - os vereadores que obtiveram nota superior a cinco. Malgrado a necessidade desta retificação, é evidente que pior que o erro do blog foi a pesquisa da ONG: quem pode botar fé numa pesquisa que absolve a atuação de nada menos que sete dos atuais parlamentares? Se a aprovação de cinco já era de uma falta de realismo surpreendente até para os mais insensíveis politicamente, que dizer de sete, não? De resto, ratifica-se o post, inclusive quanto à indignação causada pela injustiça perpetrada pela ONG ao subtrair do ranking o nome de Jorge Haddad.