Delenda Jundiaí
Não há dúvida. Os bárbaros estão chegando e vão derrubando as leis que encontram pelo caminho.
Não precisam colocar freios em suas desmedidas ambições, porque, receptivos a agravos não individualizados - aqueles não perceptíveis ao homem comum - aí estão a lhes fazer as vontades os legisladores, que nenhum constrangimento têm em assumir o papel de cúmplices, conscientes de que vivem num meio em que opinião pública nunca se traduzirá em sanção, nem mesmo a das urnas.
A aprovação do projeto, concebido pela Administração Ary Fossen, que anistia construções irregulares dá bem a medida dessa situação, assim como da atual Administração e da atuação dos vereadores.
Durante anos a Administração foi incapaz de tomar uma atitude eficaz contra as construções irregulares. Tivesse, alguma vez, um mínimo de interesse em ver as leis que regulam as construções respeitadas, bastaria ter-se servido simplesmente de meios pedagógicos para dissuadir os vândalos da estética urbana de continuar a infringi-las. Uma demolição imediata a uma tentativa de edificação irregular demonstraria, no mínimo, que não estava desatenta a irregularidades.
Nada fez. Propôs agora que se dêem como legais as construções ilegais, um tipo de anistia que vem sendo repetido ao longo do tempo, o que permite que a barbárie, ante a consciente (conforme depoimento do Secretário de Obras em audiência pública) passividade da Administração e a falta de reação de um legislativo que enxergue além do próximo pleito, faça o que bem entende na cidade.
O projeto, de iniciativa do executivo, que, por si só, era um horror, recebeu uma mãozinha daquelas dos senhores vereadores, que mediante emendas, aprovaram uma norma que anistia as irregularidades perpetradas até 2008!!!
Nada mal. Que mais vão fazer com a cidade?
O mais bacaninha de tudo é que, na História, os bárbaros
se deram mal com os romanos, entre outros motivos – dizem as más línguas- porque, no caso dos cartagineses, Catão não escorregava no Latim e gritava Delenda Cartago como o Lula repete “nunca neste país". Ninguém, mesmo bárbaro, agüentava mais.
Aqui não. Os bárbaros (não é necessário dizer que a acepção é outra, não? ) ganham e os romanos, ou seu legado, perdem até a língua!!!!!!!!!!!
Sim, pois não é que o Presidente da Câmara, impávido diante do que se estava fazendo com a cidade, resolveu dar a público toda sua verve latinista e emprestar à locução “in fine” uma pronúncia muito própria?
Cliquem na setinha do player e ouçam.
Luiz Fernando - -In Fine
Serve, ao menos, para descontrair. Se possível for não chorar.
Não precisam colocar freios em suas desmedidas ambições, porque, receptivos a agravos não individualizados - aqueles não perceptíveis ao homem comum - aí estão a lhes fazer as vontades os legisladores, que nenhum constrangimento têm em assumir o papel de cúmplices, conscientes de que vivem num meio em que opinião pública nunca se traduzirá em sanção, nem mesmo a das urnas.
A aprovação do projeto, concebido pela Administração Ary Fossen, que anistia construções irregulares dá bem a medida dessa situação, assim como da atual Administração e da atuação dos vereadores.
Durante anos a Administração foi incapaz de tomar uma atitude eficaz contra as construções irregulares. Tivesse, alguma vez, um mínimo de interesse em ver as leis que regulam as construções respeitadas, bastaria ter-se servido simplesmente de meios pedagógicos para dissuadir os vândalos da estética urbana de continuar a infringi-las. Uma demolição imediata a uma tentativa de edificação irregular demonstraria, no mínimo, que não estava desatenta a irregularidades.
Nada fez. Propôs agora que se dêem como legais as construções ilegais, um tipo de anistia que vem sendo repetido ao longo do tempo, o que permite que a barbárie, ante a consciente (conforme depoimento do Secretário de Obras em audiência pública) passividade da Administração e a falta de reação de um legislativo que enxergue além do próximo pleito, faça o que bem entende na cidade.
O projeto, de iniciativa do executivo, que, por si só, era um horror, recebeu uma mãozinha daquelas dos senhores vereadores, que mediante emendas, aprovaram uma norma que anistia as irregularidades perpetradas até 2008!!!
Nada mal. Que mais vão fazer com a cidade?
O mais bacaninha de tudo é que, na História, os bárbaros
se deram mal com os romanos, entre outros motivos – dizem as más línguas- porque, no caso dos cartagineses, Catão não escorregava no Latim e gritava Delenda Cartago como o Lula repete “nunca neste país". Ninguém, mesmo bárbaro, agüentava mais.Aqui não. Os bárbaros (não é necessário dizer que a acepção é outra, não? ) ganham e os romanos, ou seu legado, perdem até a língua!!!!!!!!!!!
Sim, pois não é que o Presidente da Câmara, impávido diante do que se estava fazendo com a cidade, resolveu dar a público toda sua verve latinista e emprestar à locução “in fine” uma pronúncia muito própria?
Cliquem na setinha do player e ouçam.
Luiz Fernando - -In Fine
Serve, ao menos, para descontrair. Se possível for não chorar.