19.5.08

Tudo como dantes?
Está muito estranho o comportamento do prefeito Ary Fossen após a reunião do partido que decidiu pela escolha de Miguel Haddad como candidato a prefeito pelo PSDB.
De um lado, o prefeito não faz questão nenhuma de externar seu desconforto com o destino que lhe traçou o partido: a imprensa local traz diariamente manifestações de seu inconformismo. De outro, a carga de seus aliados contra as pretensões de Miguel está cada vez mais pesada: referem-se aqui as vozes na esquina,por exemplo, ao comportamento do presidente da DAE, Eduardo Palhares, que veio a público, exigir para seu partido (aqui em Jundiaí é assim: cada um “tem” o seu),o Partido Verde, a candidatura a vice de Miguel Haddad, sabendo, de antemão, que o ex-prefeito não aceitará a imposição.
Prefeito e seus aliados deixam claro, cada um com determinado gesto, que Miguel não terá apoio da atual administração, o que é um forte golpe na candidatura (ainda não oficial) do ex-prefeito, que bem conhece o poder da máquina numa campanha.
Assim, a cristianização da candidatura de Miguel começou antes mesmo de ser candidato.
Mas por que dizer que se trata só de cristianização de candidatura? Por que não se admitir que o comportamento de Ary e seus aliados também permite a leitura de que ainda estão em campanha para obter em favor do atual alcaide a indicação do partido, na expectativa de que Miguel não entraria no jogo a não ser para ganhar e, sem eles, o ex-prefeito saberia perfeitamente que sua sorte eleitoral estaria entregue nas mãos de Deus?