As coisas mudam
É sempre um prazer escrever sobre os maus bocados por que passa essa turma que está no poder há vinte e seis anos. Naturalmente que o post se refere à cambulhada de processos que ainda tramita perante a Justiça Eleitoral sobre os meios - como dizer? – pouco ortodoxos que teriam beneficiado Miguel Haddad e seu vice nas últimas eleições e os reflexos desses embates judiciais na vida política da cidade.
Pelas informações que vêm à público, sabe-se que a dupla vencedora ainda tem grandes batalhas jurídicas pela frente. Desde a investigação da participação da Guarda Municipal em filmagens para o horário eleitoral gratuito, jantares, passando por irregularidades na realização de pesquisas, o fato é que os vencedores terão ainda muita coisa a explicar.
Não por acaso, já emplacam cinco sentenças de cassação de registro de candidatura. Um recorde nada invejável.
Claro, Haddad e seguidores vão dizer: "isso tudo vai dar em nada", frase que, em outros tempos, chegou a ser tomada como palavra de ordem quando proferida por qualquer daqueles que transformaram a cidade em simulacro de capitania hereditária.
Bem, parece que, agora, os fatos não permitem que se faça a afirmação com tanta certeza.
Mudanças houve no panorama político. Não foram poucas, nem inexpressivas.
A atuação de um juiz rigoroso já se mostrou suficiente para escancarar à opinião pública as práticas pouco usuais da campanha de Miguel Haddad, o que, desde logo, representa uma perda para o eleito, que, ainda que tome posse, vai começar o mandato com a imagem bem arranhada.
Mas não é esse o único e pior problema do candidato eleito, que, na verdade, corre sim perigo de não tomar posse ou, empossado, ter, a seguir, seu mandato definitivamente cassado, como ocorreu recentemente com prefeito de Cajamar.
Em pleitos anteriores, os embates de Haddad e seus companheiros perante a Justiça Eleitoral se desenrolavam sem grandes reações da oposição.
Nos últimos dias, no entanto, estimulada pelas decisões da Justiça Eleitoral, a oposição parece ter-se animado a valer-se do apoio jurídico e da pressão política dos diretórios estadual e nacional do PT e PC do B, o que não é pouco, nas batalhas junto ao Tribunal Regional Eleitoral.
Não bastasse, hoje, à espera da confirmação da realização de novas eleições, além dos três candidatos derrotados (Pedro, Gérson e - quem mesmo?), está nada menos que o atual Prefeito Ary Fossen, que, certamente, não anda comandando hollas para animar a dupla de eleitos a superar os obstáculos jurídicos criados por ela própria na campanha encerrada.
A verdade é que pode o atual Prefeito estar muito bem antevendo ( e com toda razão) que próximo está da candidatura que lhe foi negada no início deste ano. Só que, agora, com uma vantagem: é o único no partido que terá condições de, cassado definitivamente o registro de Miguel Haddad, fazer frente à oposição. Ou seja, terá o cassado e Benassi a seus pés. E ambos torcendo desesperadamente por sua vitória. Não é pouco.
Miguel Haddad nunca esteve em situação eleitoral tão difícil.
Com a oposição disposta a peitá-lo como se deve perante a Justiça Eleitoral e com um Ary Fossen inapetente por qualquer tipo de mobilização para salvar a candidatura cinco vezes cassada, fica, doravante, difícil para o eleito e seguidores dizer que “isso vai dar em nada”.
Pelas informações que vêm à público, sabe-se que a dupla vencedora ainda tem grandes batalhas jurídicas pela frente. Desde a investigação da participação da Guarda Municipal em filmagens para o horário eleitoral gratuito, jantares, passando por irregularidades na realização de pesquisas, o fato é que os vencedores terão ainda muita coisa a explicar.
Não por acaso, já emplacam cinco sentenças de cassação de registro de candidatura. Um recorde nada invejável.
Claro, Haddad e seguidores vão dizer: "isso tudo vai dar em nada", frase que, em outros tempos, chegou a ser tomada como palavra de ordem quando proferida por qualquer daqueles que transformaram a cidade em simulacro de capitania hereditária.
Bem, parece que, agora, os fatos não permitem que se faça a afirmação com tanta certeza.
Mudanças houve no panorama político. Não foram poucas, nem inexpressivas.
A atuação de um juiz rigoroso já se mostrou suficiente para escancarar à opinião pública as práticas pouco usuais da campanha de Miguel Haddad, o que, desde logo, representa uma perda para o eleito, que, ainda que tome posse, vai começar o mandato com a imagem bem arranhada.
Mas não é esse o único e pior problema do candidato eleito, que, na verdade, corre sim perigo de não tomar posse ou, empossado, ter, a seguir, seu mandato definitivamente cassado, como ocorreu recentemente com prefeito de Cajamar.
Em pleitos anteriores, os embates de Haddad e seus companheiros perante a Justiça Eleitoral se desenrolavam sem grandes reações da oposição.
Nos últimos dias, no entanto, estimulada pelas decisões da Justiça Eleitoral, a oposição parece ter-se animado a valer-se do apoio jurídico e da pressão política dos diretórios estadual e nacional do PT e PC do B, o que não é pouco, nas batalhas junto ao Tribunal Regional Eleitoral.
Não bastasse, hoje, à espera da confirmação da realização de novas eleições, além dos três candidatos derrotados (Pedro, Gérson e - quem mesmo?), está nada menos que o atual Prefeito Ary Fossen, que, certamente, não anda comandando hollas para animar a dupla de eleitos a superar os obstáculos jurídicos criados por ela própria na campanha encerrada.
A verdade é que pode o atual Prefeito estar muito bem antevendo ( e com toda razão) que próximo está da candidatura que lhe foi negada no início deste ano. Só que, agora, com uma vantagem: é o único no partido que terá condições de, cassado definitivamente o registro de Miguel Haddad, fazer frente à oposição. Ou seja, terá o cassado e Benassi a seus pés. E ambos torcendo desesperadamente por sua vitória. Não é pouco.
Miguel Haddad nunca esteve em situação eleitoral tão difícil.
Com a oposição disposta a peitá-lo como se deve perante a Justiça Eleitoral e com um Ary Fossen inapetente por qualquer tipo de mobilização para salvar a candidatura cinco vezes cassada, fica, doravante, difícil para o eleito e seguidores dizer que “isso vai dar em nada”.