Retrato na parede
Quem ousa passear pela Rosário ou Barão é agora surpreendido (seria melhor aterrorizado?) com aquela bobajada colorida pendurada nos postes - codinominada decoração natalina - e com música (da pior qualidade, claro) saída de alto-falantes que melhor ficariam se utilizados na animação de bailes sertanejos.
A perspectiva de uma volta à civilização esboçada com a implantação do projeto Acerte o Centro (aquele que disciplinou a propaganda visual nas ruas centrais) não resistiu aos imperativos da mediocridade, do horizonte utópico amesquinhado do comércio local.
Não será surpresa, pelo andar da carruagem, um recital no Polytheama com a Tati Quebra-Barraco.
Num cenário como esse, não resta às vozes da esquina senão, parafraseando Milan Kundera, conformar-se com que ser jundiaiense é ter nostalgia de Jundiaí.
A perspectiva de uma volta à civilização esboçada com a implantação do projeto Acerte o Centro (aquele que disciplinou a propaganda visual nas ruas centrais) não resistiu aos imperativos da mediocridade, do horizonte utópico amesquinhado do comércio local.
Não será surpresa, pelo andar da carruagem, um recital no Polytheama com a Tati Quebra-Barraco.
Num cenário como esse, não resta às vozes da esquina senão, parafraseando Milan Kundera, conformar-se com que ser jundiaiense é ter nostalgia de Jundiaí.