Não era piada
Está bem. Não foi piada. De fato, foi uma perversidade a nomeação do Durval Orlato. Leiam a declaração dele (parte) ao OAJundiaí:( íntegra pode ser encontrada aqui):
Trata-se, como se vê, de discurso próprio de qualquer inabilitado em vastas áreas de conhecimento, mas que quer insinuar uma certa intimidade com esta ou com aquela matéria.
Diz o vereador ( ex-deputado federal, que, por sinal, votou contra a formação da CPMI dos Correios, aquela que apurou a safadeza do mensalão) e futuro secretário que não é especialista em sala de aula, mas em seguida, se vale da lanterna de afogados ao dizer “conheço basicamente a metodologia aplicada”. Humm...Claro que não diz qual.
O recurso a Joãzinho e Mariazinha como exemplos dá um pista da (nenhuma) sofisticação de seus conhecimentos em pedagogia.
E o pai e a mãe do Joãozinho e Mariazinha, que fazem no seu discurso? Não, não entram como Pilatos no Credo.
Foram inseridos na descarga verborrágica do parlamentar com a clara finalidade de mostrar: vejam, meu conhecimento de pedagogia vai além do Joãozinho e Mariazinha e chega a seus pais; minha visão de ensino abarca gerações e procura a integração da escola com a família, coisa desse tipo.
Daí em diante, ele não se aguentou: o humilde Durval , que no inicio do depoimento se confessara não especialista, apanhou seu Kit nova igreja evangélica (microfone, amplificador e caixotinho) e pontificou: “Eu sei muito bem o que os educadores precisam ter para melhorar a qualidade da educação”. Finalizou: sei muito bem o que é que é preciso para se ter uma educação em harmonia: e blá, blá, blá..
Até agora, portanto, o que sabe é que sobre pedagogia e educação Durval Orlato nada sabe.
A Secretaria da Educação tem o maior orçamento do Município. Do ponto de vista material, portanto, não é aconselhável que tenha sua direção entregue a um não especialista, a pessoa de formação incompatível com a finalidade do órgão.
Por outro lado, não tem cabimento que a formação da criançada seja deixada em mãos de quem tem por objetivo declarado deixar satisfeitos professores e familiares (!). Custava deixar a tarefa depositada em mãos competentes de profissionais preparados e preocupados fundamentalmente com a formação de homens?
O mais grave é que a indicação de um político sem um mínimo de vivência ou vocação para a área não vai comprometer apenas os quatro anos de duração do mandato de Pedro Bigardi (que,nessa batida, nem deve pensar em reeleição, certo?).. Pode - e provavelmente vai - causar prejuízos irreparáveis na formação de toda uma geração.
Um mínimo de razoabilidade no critério de nomeação de secretários não faria mal a ninguém. É o que a cidade ainda espera. Sempre há tempo para reparar erros.
“Eu não sou um especialista em sala de aula em como educar o Joãozinho e a Mariazinha. Eu conheço basicamente a metodologia aplicada. Mas eu sei muito bem o que o pai e a mãe do Joãozinho e da Mariazinha querem da educação em Jundiaí. Eu sei muito bem o que os educadores precisam ter para melhorar a qualidade da educação. Eu sei muito bem o que é que é preciso para se ter uma educação em harmonia: é profissional motivado e satisfeito com o desempenho da sua função. E nós como gestores da educação temos que cuidar para que os educadores estejam satisfeitos. E as famílias estejam satisfeitas”.Como diria Didi Mocó: Cuma?:
Trata-se, como se vê, de discurso próprio de qualquer inabilitado em vastas áreas de conhecimento, mas que quer insinuar uma certa intimidade com esta ou com aquela matéria.
Diz o vereador ( ex-deputado federal, que, por sinal, votou contra a formação da CPMI dos Correios, aquela que apurou a safadeza do mensalão) e futuro secretário que não é especialista em sala de aula, mas em seguida, se vale da lanterna de afogados ao dizer “conheço basicamente a metodologia aplicada”. Humm...Claro que não diz qual.
O recurso a Joãzinho e Mariazinha como exemplos dá um pista da (nenhuma) sofisticação de seus conhecimentos em pedagogia.
E o pai e a mãe do Joãozinho e Mariazinha, que fazem no seu discurso? Não, não entram como Pilatos no Credo.
Foram inseridos na descarga verborrágica do parlamentar com a clara finalidade de mostrar: vejam, meu conhecimento de pedagogia vai além do Joãozinho e Mariazinha e chega a seus pais; minha visão de ensino abarca gerações e procura a integração da escola com a família, coisa desse tipo.
Daí em diante, ele não se aguentou: o humilde Durval , que no inicio do depoimento se confessara não especialista, apanhou seu Kit nova igreja evangélica (microfone, amplificador e caixotinho) e pontificou: “Eu sei muito bem o que os educadores precisam ter para melhorar a qualidade da educação”. Finalizou: sei muito bem o que é que é preciso para se ter uma educação em harmonia: e blá, blá, blá..
Até agora, portanto, o que sabe é que sobre pedagogia e educação Durval Orlato nada sabe.
A Secretaria da Educação tem o maior orçamento do Município. Do ponto de vista material, portanto, não é aconselhável que tenha sua direção entregue a um não especialista, a pessoa de formação incompatível com a finalidade do órgão.
Por outro lado, não tem cabimento que a formação da criançada seja deixada em mãos de quem tem por objetivo declarado deixar satisfeitos professores e familiares (!). Custava deixar a tarefa depositada em mãos competentes de profissionais preparados e preocupados fundamentalmente com a formação de homens?
O mais grave é que a indicação de um político sem um mínimo de vivência ou vocação para a área não vai comprometer apenas os quatro anos de duração do mandato de Pedro Bigardi (que,nessa batida, nem deve pensar em reeleição, certo?).. Pode - e provavelmente vai - causar prejuízos irreparáveis na formação de toda uma geração.
Um mínimo de razoabilidade no critério de nomeação de secretários não faria mal a ninguém. É o que a cidade ainda espera. Sempre há tempo para reparar erros.