6.12.12


Pedro Bigardi & Cia.: primeiros passos, primeiros tropeços

Cansado da mesmice e da  falta de criatividade e transparência das administrações do PSDB, o eleitorado de Jundiaí elegeu prefeito o engenheiro Pedro Bigardi,  no vácuo dele vindo a tchurma do PT, Durval Orlato à frente.
Algumas semanas após o pleito, os jundiaienses,   muitos deles ainda vendo em  Bigardi  um arremedo de D. Sebastião,  que viria redimir a cidade  dos enganos dos últimos quase trinta anos, começaram a receber estarrecedoras notícias dos primeiros movimentos do governo eleito.  
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A primeira delas diz respeito à administração da Câmara Municipal.
Desde junho de 2004, como se sabe, o Poder Legislativo local atua fundamentalmente pelas mãos de seu diretor administrativo, Jorge Haddad, que não é vereador, nem funcionário concursado. 
Trata-se tão somente de ocupante de um cargo de confiança que deixou o Secretariado de Miguel Haddad para dar as cartas no Poder Legislativo, um funcionário que, sozinho, enfeixa, em suas mãos, mais poderes do que todos os outros parlamentares. 
Ligadíssimo à administração defenestrada no último pleito, ele continuará no comando administrativo da Câmara Municipal. 
Uma  inusitada sequência de reuniões realizada na Câmara desde o início de novembro com os senhores Durval Orlato e Gerson Sartori levou à decisão: Jorge fica. E fica o  legislativo cada vez mais apequenado e desprestigiado.
Vai-se, assim, uma pomba despertada.
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A segunda notícia diz respeito ao comando da DAE S/A. Como é sabido, o prefeito eleito indicou para a Presidência da empresa o senhor Jamil Yatim, irmão de Jorge Yatim (que ocupou o mesmo cargo na segunda administração de Miguel Haddad) .
A  nomeação suscitou diversas discussões que se estenderam desde o grau de parentesco do indicado com anterior Presidente até o aparecimento de seu nome em matéria da Revista Época em que se apontou sua ligação com um dos irmãos Vieira (aqueles, da Rose).
O fato é que a insistência na indicação já servia para demonstrar que  o casamento do eleito com o eleitorado tem tudo para breve duração.
E a  discussão prosseguiu até o momento em que o Prefeito eleito assumiu claramente a responsabilidade pela indicação e a bancou publicamente, não sem antes justificar para a revista OAJUNDIAI: “Quando surgiu o nome dele eu me interessei porque ele teve uma longo trabalho no Departamento de Água e Esgoto de Guarulhos. Achei um bom nome para o DAE”.  Disse mais  Bigardi:  “Eu conversei algumas vezes com ele. A indicação dele não tem conotação política. Tem a ver com a trajetória dele”. 
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Assim o prefeito eleito pretendeu dar um fim à discussão sobre a indicação. 
Pretendeu. Mas não conseguiu
E, a menos que uma estranha química tenha transformado falta grave de abandono de emprego em requisito essencial para provimento de cargo de confiança ou nomeação para direção de empresa pública, faltou o prefeito eleito justificar a indicação diante da dispensa do indicado do quadro de funcionários do Município de Guarulhos. 
Só falta dizer, à modo do guru Inácio, que de nada sabia. Ok. O Diário Oficial de Guarulhos de 19 de outubro de 2012 está aqui ( a montagem foi feita pelo blog: a Portaria  está na página 2 da publicação oficial):



Agora já dá para saber, não?
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 Mais sobre os temas: 
  1.  http://cesartayar.blogspot.com.br/2012/12/conversas-na-calada-da-noite.html
  2.  http://cesartayar.blogspot.com.br/2012/11/20-anos-de-jorge-haddad.html
  3.  http://www.oajundiai.com.br/pessoas/sociedade/yatim-se-diz-tranquilo-nao-conheco-o-paulo-vieira
  4.  http://www.oajundiai.com.br/pessoas/sociedade/bigardi-deve-ser-algum-interesse-contra-mim-ou-o-yatim    
  5.  http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/39111/Orlato+faz+defesa+de+Jamil+Yatim+para+a+DAE
  6.  http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=191290 http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=191392