Pedro Bigardi & Cia.: primeiros passos, primeiros tropeços
Cansado da
mesmice e da falta de criatividade e transparência das administrações do
PSDB, o eleitorado de Jundiaí elegeu prefeito o engenheiro Pedro Bigardi, no vácuo dele vindo a tchurma do PT, Durval
Orlato à frente.
Algumas
semanas após o pleito, os jundiaienses, muitos deles ainda vendo em Bigardi um arremedo de D. Sebastião, que viria redimir a
cidade dos enganos dos últimos quase
trinta anos, começaram a receber estarrecedoras notícias dos primeiros
movimentos do governo eleito.
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A primeira delas diz respeito à administração da Câmara Municipal.
Desde junho de 2004, como se sabe, o Poder
Legislativo local atua fundamentalmente pelas mãos de seu diretor
administrativo, Jorge Haddad, que não é vereador, nem funcionário
concursado.
Trata-se tão somente de ocupante de um cargo de
confiança que deixou o Secretariado de Miguel Haddad para dar as cartas no
Poder Legislativo, um funcionário que, sozinho, enfeixa, em suas mãos, mais
poderes do que todos os outros parlamentares.
Ligadíssimo à administração defenestrada no
último pleito, ele continuará no comando administrativo da Câmara
Municipal.
Uma inusitada sequência de reuniões
realizada na Câmara desde o início de novembro com os senhores Durval Orlato e
Gerson Sartori levou à decisão: Jorge fica. E fica o legislativo cada vez mais apequenado e
desprestigiado.
Vai-se, assim, uma pomba despertada.
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A segunda notícia diz respeito ao comando da DAE
S/A. Como é sabido, o prefeito eleito indicou para a Presidência da empresa o
senhor Jamil Yatim, irmão de Jorge Yatim (que ocupou o mesmo cargo na segunda
administração de Miguel Haddad) .
A nomeação
suscitou diversas discussões que se estenderam desde o grau de parentesco do
indicado com anterior Presidente até o aparecimento de seu nome em matéria da
Revista Época em que se apontou sua ligação com um dos irmãos Vieira (aqueles,
da Rose).
O fato é que a insistência na indicação já servia
para demonstrar que o casamento do
eleito com o eleitorado tem tudo para breve duração.
E a discussão prosseguiu até o momento em que o
Prefeito eleito assumiu claramente a responsabilidade pela indicação e a bancou
publicamente, não sem antes justificar para a revista OAJUNDIAI: “Quando surgiu
o nome dele eu me interessei porque ele teve uma longo trabalho no Departamento
de Água e Esgoto de Guarulhos. Achei um bom nome para o DAE”. Disse mais Bigardi: “Eu conversei algumas vezes com ele. A
indicação dele não tem conotação política. Tem a ver com a trajetória
dele”.
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Assim o prefeito eleito pretendeu dar um fim à
discussão sobre a indicação.
Pretendeu. Mas não conseguiu.
E, a menos que uma estranha química tenha
transformado falta grave de abandono de emprego em requisito essencial para
provimento de cargo de confiança ou nomeação para direção de empresa pública,
faltou o prefeito eleito justificar a indicação diante da dispensa do indicado
do quadro de funcionários do Município de Guarulhos.
Só falta dizer, à modo do guru Inácio, que de
nada sabia. Ok. O Diário Oficial de Guarulhos de 19 de outubro de 2012 está
aqui ( a montagem foi feita pelo blog: a Portaria está na página 2 da publicação oficial):
Agora já dá para saber, não?
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Mais sobre os temas:
- http://cesartayar.blogspot.com.br/2012/12/conversas-na-calada-da-noite.html
- http://cesartayar.blogspot.com.br/2012/11/20-anos-de-jorge-haddad.html
- http://www.oajundiai.com.br/pessoas/sociedade/yatim-se-diz-tranquilo-nao-conheco-o-paulo-vieira
- http://www.oajundiai.com.br/pessoas/sociedade/bigardi-deve-ser-algum-interesse-contra-mim-ou-o-yatim
- http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/39111/Orlato+faz+defesa+de+Jamil+Yatim+para+a+DAE
- http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=191290 http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=191392
