Pela volta do Beduíno
O dentista César Tayar manteve durante mais de seis anos, e a duras penas, um blog na Internet.
Em todos esses anos, ele, em nenhum momento, perdeu de vista seu único e declarado objetivo: o de combater a permanência do PSDB e coligados na administração de Jundiaí.
Foram anos com metódicas postagens, todas, invariavelmente, atacando (na maioria das vezes, com razão) práticas administrativas mal explicadas, a falta de transparência das atividades dos órgãos públicos municipais, etc.
Nesse combate, considerou, como tantos outros jundiaienses, que Pedro Bigardi seria “o cara”, o homem que retomaria a cidade das mãos de Haddad, Benassi e companhia, dando início a uma era iluminada.
Não se contentou o Tayar com o simples fato de que a eleição de Pedro Bigardi deveria ser considerada como um fato politicamente bom pela simples razão de ter demonstrado que o eleitorado pode sim promover uma mudança.
Pedro Bigardi era o que se tinha à mão.
Não era necessário, nem possível, sonhar com o que viria depois de uma eventual eleição. Mas o Tayar sonhou.
E, há que se convir: Tayar não tinha sequer o direito de sonhar.
Parêntese. No seu caso específico, a pequenez política do personagem Bigardi já era palpável quando se valia de insistente e vergonhoso silêncio na tribuna da Assembléia nas diversas vezes em que a liberdade de expressão do Blog do Beduíno foi ameaçada por processos movidos ora por Miguel Haddad, ora por André Benassi.
Sim, em nenhum momento, o deputado, agora eleito prefeito, permitiu-se servir-se do microfone da Assembléia para vir em defesa do blogueiro César. E - vejam!- não se tratava de um direito específico de um cidadão (que coincidentemente era um seu assumido apoiador: a ofensa a direito de expressão (direito fundamental) de um era uma ameaça ao de todos.
Bem, voltando, o episódio da nomeação do Secretariado, ainda em andamento, parece ter desarvorado de vez o blogueiro, que encerrou a atividade de sua página com um post em que aparece a voz de Elvis Presley cantando My Way.
Meio brega? Pior é o prefeito eleito se emocionando às lágrimas com a presença em seu palanque da Lecy Brandão(!!), não é mesmo?
Para encerrar, aqui fica o apelo a César Tayar para que reveja os motivos que o levaram ao tresloucado gesto e volte à atividade em sua página, a única que, em muitos anos, segurou, como se diz por aí, a peteca, mantendo um canal de comunicação com os muitos descontentes com aqueles que foram com sua ajuda apeados do Poder nas últimas eleições.
Em todos esses anos, ele, em nenhum momento, perdeu de vista seu único e declarado objetivo: o de combater a permanência do PSDB e coligados na administração de Jundiaí.
Foram anos com metódicas postagens, todas, invariavelmente, atacando (na maioria das vezes, com razão) práticas administrativas mal explicadas, a falta de transparência das atividades dos órgãos públicos municipais, etc.
Nesse combate, considerou, como tantos outros jundiaienses, que Pedro Bigardi seria “o cara”, o homem que retomaria a cidade das mãos de Haddad, Benassi e companhia, dando início a uma era iluminada.
Não se contentou o Tayar com o simples fato de que a eleição de Pedro Bigardi deveria ser considerada como um fato politicamente bom pela simples razão de ter demonstrado que o eleitorado pode sim promover uma mudança.
Pedro Bigardi era o que se tinha à mão.
Não era necessário, nem possível, sonhar com o que viria depois de uma eventual eleição. Mas o Tayar sonhou.
E, há que se convir: Tayar não tinha sequer o direito de sonhar.
Parêntese. No seu caso específico, a pequenez política do personagem Bigardi já era palpável quando se valia de insistente e vergonhoso silêncio na tribuna da Assembléia nas diversas vezes em que a liberdade de expressão do Blog do Beduíno foi ameaçada por processos movidos ora por Miguel Haddad, ora por André Benassi.
Sim, em nenhum momento, o deputado, agora eleito prefeito, permitiu-se servir-se do microfone da Assembléia para vir em defesa do blogueiro César. E - vejam!- não se tratava de um direito específico de um cidadão (que coincidentemente era um seu assumido apoiador: a ofensa a direito de expressão (direito fundamental) de um era uma ameaça ao de todos.
Bem, voltando, o episódio da nomeação do Secretariado, ainda em andamento, parece ter desarvorado de vez o blogueiro, que encerrou a atividade de sua página com um post em que aparece a voz de Elvis Presley cantando My Way.
Meio brega? Pior é o prefeito eleito se emocionando às lágrimas com a presença em seu palanque da Lecy Brandão(!!), não é mesmo?
Para encerrar, aqui fica o apelo a César Tayar para que reveja os motivos que o levaram ao tresloucado gesto e volte à atividade em sua página, a única que, em muitos anos, segurou, como se diz por aí, a peteca, mantendo um canal de comunicação com os muitos descontentes com aqueles que foram com sua ajuda apeados do Poder nas últimas eleições.